O pintor J. Louis David, em 1787, representa nesta célebre pintura o filósofo Sócrates nos momentos que antecedem a sua morte.
Sócrates foi condenado pelos juízes de Atenas após ter sido acusado de não acreditar nos deuses da cidade e de corromper os jovens. Apesar de mostrar o carácter infundado das acusações e alertar para a injustiça que estava a ser cometida, Sócrates aceitou com serenidade a decisão do tribunal.
A pintura de J. Louis David ilustra a heroicidade do filósofo, a sua aceitação da morte, a sua figura tranquila apontando para cima, sugerindo a imortalidade da alma, contrastando com a postura cabisbaixa, com a tristeza dos seus discípulos, nomeadamente Críton e Platão (embora a presença física de Platão no cárcere com outros discípulos de Sócrates não corresponda à verdade histórica).
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